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Casal é preso após jovem ser esfaqueado 17 vezes durante confraternização no litoral de SP

Casal é preso após jovem ser esfaqueado 17 vezes durante confraternização no litoral de SP


Casal é preso após jovem ser esfaqueado 17 vezes durante confraternização no litoral de SP
Carlos Cruz/Canal5WebTV
Um casal, de 41 e 28 anos, foi preso após um jovem de 19 anos ser esfaqueado em Mongaguá, no litoral de São Paulo. Ele foi atingido cerca de 17 vezes pela mulher durante uma festa na casa do casal.
Aline Vasconcelos Favero e Dario Ribeiro Junior foram presos pelo crime ocorrido na manhã de quinta-feira (20). De acordo com o boletim de ocorrência, o jovem de 19 anos havia sido convidado para ir na casa do casal, na noite de quarta-feira (19), para uma confraternização.
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Segundo o documento policial, houve consumo de bebidas alcoólicas na residência. O jovem percebeu que havia algo estranho em sua bebida e perdeu a consciência. Ele disse que foi acordado pelos ataques de faca.
Aline, porém, confessou ter atacado o jovem e disse que agiu em legítima defesa. Segundo a mulher, o jovem teve um comportamento inadequado com ela, a cunhada e as filhas, o que teria provocado uma discussão que evoluiu para uma luta corporal.
Ela afirmou que pegou uma faca para se defender e desferiu diversos golpes contra a vítima, que sofreu aproximadamente 17 perfurações, atingindo principalmente o tórax, a cabeça e outras regiões do corpo. O jovem fugiu do imóvel e pediu socorro aos vizinhos.
A Prefeitura de Mongaguá disse que ele foi socorrido consciente pelas equipes de saúde, mesmo com a presença de evisceração [saída de órgãos]. Ele precisou passar por cirurgia e permanece internado no Hospital Regional de Itanhaém.
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A Polícia Militar (PM) foi acionada posteriormente ao local do crime e constatou que, depois das agressões, houve uma tentativa de alterar e eliminar vestígios. O cômodo foi lavado, a faca foi lavada e as roupas usadas pela vítima foram retiradas e queimadas.
Dário, companheiro de Aline, disse que não presenciou as supostas agressões ou qualquer ato de importunação praticado pela vítima. Ele admitiu, entretanto, que ajudou na limpeza do imóvel. Por conta disso, ele foi preso por favorecimento pessoal e fraude processual.
Já Aline foi presa por tentativa de homicídio e fraude processual. A Polícia Civil entendeu que a versão de legítima defesa apresentada por Aline ainda não “encontra respaldo suficiente nos elementos colhidos”.
Para o delegado, mesmo que ela tenha inicialmente agido para se defender, a quantidade e a localização dos ferimentos indicam possível excesso na reação. Os dois passarão por audiência de custódia nesta sexta-feira (21).
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que a autoridade policial representou pela conversão das prisões em preventivas. “As investigações prosseguem para esclarecer as circunstâncias do caso”, disse a pasta.
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