Milhares de bolachas-do-mar aparecem mortas em praia no litoral de SP; VÍDEO
Milhares de bolachas-do-mar foram flagradas na praia de Ilha Comprida (SP)
Milhares de bolachas-do-mar foram encontradas mortas na faixa de areia de uma praia em Ilha Comprida, no litoral de São Paulo. A situação chamou a atenção dos moradores, que registraram o momento em vídeos e também relataram um forte odor na região (veja acima).
A situação foi flagrada na altura do bairro Balneário Marusca, neste domingo (8). Nas imagens, é possível ver os animais reunidos na areia. O oceanógrafo e pesquisador do Instituto do Mar (IMar), Rodrigo Martins, analisou o fenômeno e considera algo comum.
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Em vídeo enviado à TV Tribuna, o especialista pontuou que os animais são parentes de ouriços e estrelas-do-mar e vivem na região entremarés, em bancos de areia rasos. De acordo com ele, o motivo da morte pode estar ligado à variação ambiental.
“Pode ter tido uma variação muito grande de salinidade, de temperatura. Uma turbulência muito grande, o mar muito agitado. Isso pode causar mortalidade”, pontuou Martins, destacando que a real causa da morte dependerá de exames complementares.
Milhares de bolachas-do-mar são encontradas mortas em Ilha Comprida (SP)
Rinaldo Rori/TV Tribuna
Bolachas-do-mar foram flagradas em Ilha Comprida (SP)
Odirlei Caetano da Silva
A gestora da Fundação Florestal (FF) e oceanógrafa, Julia Lima, também reforçou a hipótese e disse que a ocorrência pode ter relação com a forte frente fria que atingiu a região. “Isso acaba alterando a hidrodinâmica da praia, o que acaba causando um mar mais agitado”, destaca.
Ainda segundo ela, as praias da região possuem uma “pré-disposição” para bolachas-do-mar, tendo em vista que o relevo e da dinâmica favorecem a formação dos bancos de areia onde vivem os animais.
Além disso, Rodrigo destacou que a morte dos animais pode ter relação com o fenômeno da maré vermelha, causado pela proliferação de microalgas nocivas no mar, que liberam toxinas e contaminam a água e o ar durante o metabolismo.
“São animais filtradores, se alimentam de fitoplâncton […] Os animais acabam ingerindo as algas e morrendo, então, intoxicados”, disse.
Martins, porém, destacou que o fenômeno não é preocupante levando em consideração a alta densidade populacional da espécie. De acordo com ele, pode haver até 1,3 mil bolachas-do-mar a cada metro quadrado na praia.
“Nenhuma ameaça à existência desses animais. Mas é um fato interessante de ser monitorado”, disse Martins. Já a gestora da Fundação Florestal disse que a entidade avalia, junto à prefeitura e outros órgãos ambientais, quais serão as medidas cabíveis que serão tomadas.
Milhares de bolachas-do-mar são encontradas mortas em Ilha Comprida (SP)
Rinaldo Rori/TV Tribuna
Bolachas-do-mar foram flagradas em Ilha Comprida (SP)
Odirlei Caetano da Silva
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