Alckmin visita maior produtora de cloro da América do Sul e destaca medidas de incentivo à indústria
Presidente em exercício, Geraldo Alckmin visita fábrica em Cubatão
Geraldo Alckmin, presidente da República em exercício, visitou as instalações da fábrica da Unipar Carbocloro nesta segunda-feira (20), em Cubatão (SP). A empresa se tornou a maior produtora de cloro de membrana da América do Sul após passar por um processo de modernização que recebeu um investimento de mais de R$ 1 bilhão.
Alckmin participou de uma reunião privada com representantes da Unipar, além da visita à nova área da fábrica, à sala de membrana (tecnologia inovadora na produção de cloro) e à sala de controle-espaço de gerenciamento de toda a operação da fábrica.
“É fundamental para o Brasil ter uma indústria química, uma indústria petroquímica, uma indústria competitiva, uma indústria sustentável e uma indústria inovadora, que é exatamente que o nós visitamos na Unipar”, afirmou o presidente, em entrevista coletiva após a visita.
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De acordo com o governo federal, graças às novas tecnologias, que substituem integralmente procedimentos baseados na utilização de mercúrio e diafragma, as emissões de gás carbônico da empresa sofrerão redução de 70 mil toneladas, em comparação com 2020, o que representa queda de 40% no consumo de energias térmica e elétrica.
Geraldo Alckmin visitou fábrica da Unipar em Cubatão (SP)
Cadu Gomes/Vice-Presidência da República
Para ele, a ampliação e modernização da fábrica em Cubatão foi muito importante para o cenário nacional. “Vem ao encontro do que o governo trabalha, que é ter uma indústria mais competitiva. Isso beneficia a própria indústria de base, que é a indústria química e toda a cadeia produtiva”, disse.
Do valor total do processo de modernização, concluído no fim de 2025, R$ 672,9 milhões foram financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio de linhas dedicadas à eficiência energética e à transição para tecnologias de baixo carbono no âmbito da Indústria Verde e recursos do Fundo Clima e do FINEM – Meio Ambiente.
Escala 6×1
Geraldo Alckmin visitou fábrica em Cubatão (SP)
Cadu Gomes/Vice-Presidência da República
Durante a visita, Alckmin reforçou que é favorável ao projeto de lei de redução da jornada de trabalho que coloca fim à escala 6×1, enviado pelo governo federal ao Congresso na última semana.
De acordo com ele, trata-se de uma tendência mundial ligada ao avanço da tecnologia. “Isso vale para agricultura, onde você mecaniza muito na agricultura, isso vale para indústria, automação, robô, até para serviços, medicina. Você pegar radiologia, tomografia, ressonância, vai ter muita leitura por robô, por inteligência artificial. Então é natural que haja uma redução da jornada de trabalho”, disse
Segundo o presidente em exercício, a redução da jornada de trabalho precisa ser discutida, com análise de cada especificidade. “Isso cabe ao congresso analisar e aprofundar esse debate, mas nós somos favoráveis”, falou.
Incentivo à indústria
Geraldo Alckimin ainda falou sobre a importância de medidas de incentivo à indústria, como o Regime Especial da Indústria Química (Reiq).
“Nós vamos ter, esse ano, o número recorde. R$ 3,1 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para crédito tributário, redução de PIS/COFINS para insumos, por exemplo, nafta, tolueno, benzeno, propano, etano, enfim, inúmeros insumos. E R$ 1,1 bilhão de crédito tributário para novos investimentos no Brasil”, ressaltou.
Geraldo Alckmin falou incentivo à indústria brasileira durante visita em Cubatão (SP)
Cadu Gomes/Vice-Presidência da República
Além disso, ele afirmou que o Programa Especial Sustentável da Indústria Química (Presiq) prevê ainda R$ 15 bilhões para os próximos cinco anos. “Isso é fundamental, porque nós estamos falando de indústria da celulose, do plástico, do automóvel, farmacêutico, saneamento básico, você inclui as várias áreas”, afirmou Alckmin.
O presidente em exercício comentou, inclusive, sobre o acordo Mercosul-União Europeia, que entra em vigor no dia 1º de maio. De acordo com ele, o presidente Lula está em viagem à Europa justamente para abrir mercado.
“Perto de 500 produtos brasileiros que nós exportamos para a União Europeia, zera o imposto. E outros terão uma degravação ao longo dos anos. Então nós vamos poder vender mais”, celebrou, destacando que a União Europeia é o segundo parceiro comercial do Brasil, ficando atrás somente da China.
Fonte Oficial