Capital das plantas ornamentais: cidade do interior de SP concentra 67% das vendas no estado
Pariquera-Açu se destaca como capital das plantas ornamentais no Vale do Ribeira
A cidade de Pariquera-Açu, no Vale do Ribeira, é considerada a capital das plantas ornamentais de São Paulo. O município é responsável pelo comércio de 67% das espécies no estado, segundo dados da Secretaria Estadual de Agricultura.
Formada por imigrantes europeus, mais da metade dos produtores rurais do município trabalha com esse cultivo. O alto volume de vendas movimenta a economia local e garante a permanência das famílias no campo.
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A poucos minutos do centro, a propriedade de Alberto Víccaro, de 60 anos, ajuda a explicar o sucesso do setor. Ele conta que decidiu investir no plantio em 1999, por influência do pai. A primeira experiência foi modesta, com apenas 500 pés.
“Hoje a gente sabe que antes de iniciar um plantio a gente tem que procurar saber se tem comercialização, mas naquela época não tinha WhatsApp, não tinha informação, não tinha o Facebook, não tinha as mídias para divulgar. Foi tudo meio no escuro”, afirma o produtor.
Pariquera-Açu lidera cultivo de plantas ornamentais em SP
Reprodução/Instagram
A aposta deu certo, e hoje o sítio abriga 60 mil pés e cultiva oito variedades de plantas, que saem do campo direto para a decoração de casas, empresas e jardins em todo o país. “Começamos com caixaria, mas a gente acabou ficando com o plantio da areca-bambu”, diz Alberto.
Antes da venda, cada planta é avaliada no próprio campo. O processo inclui a retirada do torrão — a planta extraída com a raiz e parte da terra —, que pesa em média 30 quilos e passa por um controle de tamanho e qualidade.
“A gente identifica a planta que precisamos. Se é o pedido de um metro e meio, dois metros, dois metros e meio. Temos plantas até com quatro metros hoje no nosso plantio”, diz.
2ª geração
Pariquera-Açu lidera cultivo de plantas ornamentais em SP
Reprodução/Instagram
O crescimento do negócio abriu espaço para a nova geração. Daniela Viccaro, filha caçula de Alberto, conta que chegou a trabalhar fora como jovem aprendiz porque, na época, a produção do sítio ainda era pequena. Com o aumento do plantio e a necessidade de mais mão de obra, ela decidiu retornar.
“Meu pai precisava de ajuda e eu já tinha gosto por isso. Então, por que não voltar para o sítio?”, diz.
Além de trabalhar com o pai, ela iniciou o próprio empreendimento. A jovem cuida de um viveiro com mudas de guaimbê, espécie bastante procurada para projetos de paisagismo. “Tenho conseguido, graças à ajuda do pai, a formar plantas bonitinhas”, conta.
Fonte Oficial