Esteticista presa em clínica clandestina é solta após pagar fiança no litoral de SP
Esteticista é detida por realizar procedimentos irregulares em Santos, SP
Simone Santana de Moura, a esteticista presa em flagrante por exercício ilegal da medicina, foi solta após pagar cerca de R$ 8 mil de fiança em Santos, no litoral de São Paulo. Ela é acusada pela Polícia Civil de realizar procedimentos estéticos de forma irregular em uma clínica clandestina.
A mulher, de 51 anos, foi detida na última semana, quando equipes da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) cumpriram mandado de busca no imóvel da suspeita e na clínica onde eram realizados os procedimentos estéticos.
Na ocasião, foram encontrados materiais de uso médico-hospitalar, como seringas, luvas, compressas, aventais e produtos de assepsia. Os itens foram apreendidos, bem como ampolas de medicamentos e substâncias como cloreto de sódio, antissépticos e cloridrato de lidocaína — anestésico de uso restrito a profissionais habilitados e utilizado em procedimentos invasivos.
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Durante a audiência de custódia, Simone recebeu liberdade provisória mediante pagamento de fiança equivalente a cinco salários mínimos. Ela também terá de cumprir medidas cautelares, como comparecer mensalmente ao juízo para informar suas atividades e não se ausentar da comarca por mais de sete dias sem autorização judicial.
A Justiça ainda determinou a suspensão do exercício da atividade econômica de Simone em relação à intervenção na saúde e corpo de outras pessoas.
O g1 não localizou a defesa da mulher até a publicação desta reportagem.
Polícia Cívil apreendeu materiais de uso médico-hospitalar em clínica estética clandestina em Santos.
Reprodução e Polícia Civil
Relembre o caso
Segundo a Polícia Civil, Simone possui um curso em estética, mas se apresentava como especialista nas redes sociais para atrair clientes. Ainda conforme a investigação, ela induzia consumidores ao erro ao divulgar procedimentos como seguros e simples, quando, na prática, envolviam riscos à integridade física.
As investigações indicaram que eram realizados procedimentos minimamente invasivos, como técnicas de endolaser, com introdução de instrumentos no tecido subcutâneo e utilização de anestésicos, o que extrapolava os limites legais da habilitação profissional de Simone. Os procedimentos exigem formação médica específica e controle sanitário rigoroso.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os policiais encontraram materiais de uso médico-hospitalar, como seringas, luvas, compressas, tubos de coleta de sangue, aventais e produtos de assepsia.
Além disso, foram apreendidas ampolas de medicamentos e substâncias como cloreto de sódio, antissépticos e cloridrato de lidocaína — anestésico de uso restrito a profissionais habilitados e utilizado em procedimentos invasivos.
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