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Ex-ajudante de pedreiro que viaja ao 'fim do mundo' vê bicicleta quebrar e precisa andar por 20 km

Ex-ajudante de pedreiro que viaja ao 'fim do mundo' vê bicicleta quebrar e precisa andar por 20 km


A bicicleta (à dir.) do viajante Georgios Beinis (à esq.) quebrou durante o trajeto até o Ushuaia, na Argentina.
Reprodução/Redes Sociais
O ex-ajudante de pedreiro Georgios Beinis, que deixou São Vicente, no litoral de São Paulo, rumo a Ushuaia, na Argentina, viu a bicicleta usada na viagem quebrar após aproximadamente 5 mil quilômetros de percurso. Ao g1, ele contou que precisou empurrar o veículo por 20 km entre duas cidades.
Beinis relatou que a bicicleta, apelidada de “azulzinha”, começou a apresentar problemas no sábado (29), quando ele deixava Pareditas rumo a San Rafael, na Argentina. Segundo o brasileiro, os rolamentos e o eixo da roda dianteira se romperam, e ele precisou voltar empurrando o veículo.
“Não tem como pedalar. Infelizmente, agora ela precisa parar na bicicletaria de qualquer jeito”, relatou.
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Agora no g1
Beinis explicou que, na manhã de segunda-feira (31), conseguiu carona para San Rafael, onde deixou a bicicleta em uma bicicletaria.
“Arrumei as coisas, fui para a pista e pedi carona. Era umas 10h da manhã e cheguei agora, 11h30, em San Rafael”, afirmou.
Agora, o desafio é financeiro. Beinis, que deixou o litoral paulista com apenas R$ 48 no bolso, precisa conseguir dinheiro para pagar o conserto e retirar a bicicleta. Segundo ele, o reparo deve custar cerca de R$ 600.
A bicleta do viajante quebrou durante o percurso entre Pareditas e San Rafael.
Reprodução/Redes Sociais
Quase cinco meses na estrada
O ex-ajudante de pedreiro que saiu do litoral de São Paulo com apenas R$ 48 completa cinco meses de viagem no próximo dia 3. Após percorrer 5 mil km, ainda faltam 3 mil km até Ushuaia, cidade conhecida como o “fim do mundo”.
Para o viajante, o peso da bagagem e o desgaste da bicicleta podem ter contribuído para a quebra. “Ela quebrou por causa do peso também. Eu carrego bastante coisa e ela já andou 5 mil km para poder quebrar agora.”
Destino e trajetória
Nascido em Atenas, na Grécia, Georgios veio ao Brasil aos três anos. Filho de um capitão da Marinha grega e de uma brasileira, retornou a São Vicente em 1998, após a morte do pai, vítima de câncer. No litoral paulista, cresceu e trabalhou como borracheiro, atendente de quiosque e ajudante de pedreiro.
Georgios com o pai e seu irmão mais novo, e
Arquivo pessoal
A aventura até o Ushuaia foi planejada cerca de um ano antes da partida, depois que Georgios viu relatos de outros ciclistas que haviam percorrido o trajeto. Sem recursos para outros meios de transporte, decidiu fazer o percurso sozinho, de bicicleta.
Ao longo da viagem, passou a contar com o apoio financeiro de seguidores nas redes sociais, onde reúne mais de 8,7 mil pessoas.
Conforme noticiado pelo g1, após chegar a Ushuaia e conhecer o local, Georgios pretende retornar ao Brasil também de bicicleta. Segundo ele, a experiência tem sido uma forma de se fortalecer.
Georgios utiliza uma barraca de camping para sua estadia em diferentes locais
Arquivo pessoal
VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
Fonte Oficial

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