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Mãe presa após morte de bebê de 1 ano com sinais de tortura e estupro nega crimes

Mãe presa após morte de bebê de 1 ano com sinais de tortura e estupro nega crimes


Iarley do Nascimento Bezerra foi presa suspeita de maus-tratos e estupro contra o próprio filho em Guarujá, SP
Reprodução
Iarley do Nascimento Bezerra, de 23 anos, mãe do bebê Noah, que morreu após dar entrada em um hospital de Guarujá, no litoral de São Paulo, negou as acusações de tortura e estupro do filho de um ano. Ela disse que uma das queimaduras observadas no corpo do menino ocorreu quando usava chapinha. O pai da criança, que está separado da mulher, apontou “falta de zelo” da suspeita.
Iarley foi presa com José Erasmo Felix Mouzinho, após laudo do IML indicar sinais de agressões reiteradas e violência sexual. O homem é dono do imóvel em que mora Iarley e já manteve relacionamento com a mulher.
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Inicialmente, o caso foi registrado como “morte suspeita” e os dois foram liberados. A investigação, porém, foi alterada a partir do laudo, que apontou lesões, cicatrizes, queimaduras supostamente causadas por bitucas de cigarro e lesões traumáticas “altamente sugestivas de abuso”.
A causa da morte será confirmada após exames complementares, solicitados pelo IML.
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Negaram os crimes
Na delegacia, a Iarley foi questionada sobre os ferimentos do bebê. Ela disse que uma das queimaduras foi provocada após ele tocar em uma chapinha aquecida enquanto ela utilizava o objeto no cabelo. Ela disse “desconhecer” os outros ferimentos.
José também foi questionado sobre o convívio com Noah. Ele disse que o pegou no colo apenas “duas ou três” vezes ao longo da vida. Ele disse que a suspeita era uma boa mãe e que a criança aparentava estar saudável horas antes da morte, quando a viu na casa.
José Erasmo Felix Mouzinho (à esq) e Iarley do Nascimento Bezerra (à dir) foram presos suspeitos de tortura e estupro de vulnerável
Reprodução
‘Falta de zelo’
O pai da criança, de 23 anos, e a avó dele, de 69, também foram ouvidos na delegacia e disseram que a suspeita não era considerada uma boa mãe. O casal morava junto na residência da avó antes de terminar, cerca de uma semana antes da morte.
De acordo com o relato do pai, a mulher não tinha “zelo” com a criança e a deixava sozinha dentro de casa. A mulher negou o abandono e disse que se ausentava por períodos breves para ir a comércios. Ele destacou, porém, que nunca viu a mulher agredir o filho.
Já a avó disse que esteve na casa em que a mãe morava com a criança no dia da morte. Ela foi até o local para auxiliar a levar os pertences do bebê que ainda estavam na sua residência. A idosa classificou o local como insalubre.
De acordo com ela, a residência não tinha estruturas básicas e era composta apenas por um cômodo. A parente ainda destacou que havia um acumulado de louças sujas na pia da residência.
A mulher ainda destacou que, na antiga casa de Iarley, também havia condições extremamente precárias de higiene, com grande acúmulo de lixo, presença de ratos, baratas, piolhos e percevejos.
Ela destacou que Noah engatinhava no meio da sujeira e corria riscos constantes de acidentes domésticos. A mulher ainda citou que Iarley era usuária de drogas, especialmente a droga K2, conhecida como “maconha sintética”.
Apesar disso, a mulher pontuou que Noah estava saudável no último contato que teve e acredita que Iarley não faria mal ao filho de forma intencional, a menos que estivesse sob forte efeito de drogas ou que outra pessoa tivesse cometido as agressões.
Morte e prisões
A mãe disse à polícia que encontrou o bebê sem sinais vitais em casa durante a madrugada de terça-feira (26). Ela contou que alimentou a criança na noite de segunda-feira (25) e, em seguida, adormeceu. Após ela acordar, notou que o bebê não apresentava reação.
Após a confirmação da morte no hospital, a equipe médica identificou sinais de agressão e acionou a Polícia Militar (PM). O pai da criança, também de 23 anos, foi acionado para ir até o hospital após ser informado da morte da criança. Eles haviam se separado.
Iarley do Nascimento Bezerra (à dir.) e José Erasmo Felix Mouzinho (à esq.) foram presos suspeitos de tortura e estupro de vulnerável
Reprodução
Os dois foram ouvidos na unidade de saúde e, após contradições nas versões, encaminhados à delegacia. Em seguida, os policiais também solicitaram que José e outros familiares fossem ouvidos para registro da ocorrência na Delegacia Sede.
Na ocasião, os envolvidos foram liberados por falta de definição sobre possíveis crimes, mas seguiram sob investigação. Na tarde de terça-feira (26), porém, um laudo do IML foi concluído e apontou indícios de agressões reiteradas e violência sexual.
Conforme apuração do g1, o menino apresentava cortes nos pulsos, arranhões e queimaduras supostamente provocadas por bitucas de cigarro. Também havia lesões traumáticas no ânus sugestivas de abuso.
Diante dos laudos, a Delegacia Sede de Guarujá solicitou a prisão temporária de Iarley e José. O caso, inicialmente registrado como morte suspeita, foi reclassificado como tortura e estupro de vulnerável. A Polícia Civil segue investigando o crime.
UPA Rodoviária
Prefeitura de Guarujá/Divulgação
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