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MP pede condenação de vereadora por manter 'assessora fantasma' em gabinete no litoral de SP

MP pede condenação de vereadora por manter 'assessora fantasma' em gabinete no litoral de SP


Conheça as propostas da candidata Janaina Ballaris à Prefeitura de Praia Grande
Divulgação
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a condenação por improbidade administrativa da vereadora Janaína Ballaris (União), acusada de favorecer o enriquecimento ilícito de uma assessora parlamentar por cerca de seis meses em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O órgão pediu a perda do mandato, que fique inelegível por até 12 anos e multa de R$ 35 mil.
O MP-SP diz que a vereadora foi omissa na fiscalização das funções de sua assessora, que pediu para ser exonerada durante um inquérito civil em julho de 2025, enquanto atuou em seu gabinete. A profissional, que também é advogada, foi contratada em janeiro de 2025.
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O órgão destacou que, durante o período, a assessora prestou serviços de advocacia particular em seu escritório, fez viagens, frequentava academia, fazia compras e gravava vídeos durante o seu expediente na Câmara. Ela tinha remuneração bruta de R$ 20 mil.
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À época, a assessora pediu exoneração do cargo por motivos pessoais, após saber da abertura do inquérito contra ela. A defesa de Janaína alegou que a denúncia foi baseada em uma perseguição política por um grupo de oposição (veja abaixo)
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A partir das provas, o MP pediu que a vereadora fosse condenada por “permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente”. De acordo com o órgão, Janaína tinha conhecimento das condutas e mesmo assim manteve a assessora no cargo.
Por conta disso, o MP pediu a perda da função pública dela, suspensão dos direitos políticos por até 12 anos, multa de R$ 35,4 mil, além da proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais por até 12 anos.
Além disso, o órgão pediu para que a Justiça condene Janaína e a assessora, de forma solidária, a ressarcir os cofres públicos em R$ 35,4 mil. Isso significa que qualquer uma delas pode realizar o pagamento e requerer a sua parte posteriormente.
Defesa
Janaina Ballaris (PL) é candidata a prefeita em Praia Grande, SP
Reprodução/ Facebook
A defesa de Janaína foi intimada sobre a acusação e, em 24 de abril, afirmou que não houve improbidade administrativa na ocasião. De acordo com os advogados, a assessora realizava serviços ao gabinete em seu escritório, que fica a cerca de um minuto da Câmara.
A defesa sustenta que as atividades fora da Câmara eram documentadas e que, na maioria dos casos, a assessora atendia vítimas de violência doméstica. Na Câmara Municipal, segundo a defesa, não haveria como resguardar o sigilo da conversa com as vítimas.
Além disso, a defesa disse que o controle de ponto e a fiscalização dos servidores seriam atribuições da chefia de gabinete, e não da vereadora, alegando que não houve intenção de Janaína em beneficiar a assessora. A defesa pediu a extinção da ação por falta de provas.
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